História de quem ganhou na Mega Sena

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Relato de um ganhador da Mega Sena:

Gostaria de relatar para você a minha história de vida. Sim, eu ganhei na Mega-Sena! E ganhei sozinho, e ganhei muito, mas muito dinheiro!

Foi lendo algumas histórias e ensinamentos que resolvi apostar na loteria, jogando um pouquinho aqui, um pouquinho lá, até que um belo de um dia, acertei os seis números!

Olha, não tem como descrever o que senti naquele dia, viu? Foi uma mistura de alegria, de satisfação, uma vontade de gritar aos quatro ventos que eu tinha ganho na Mega-Sena… mas esta vontade de alardear minha sorte passou quando percebi que, fazendo isso, nunca mais teria paz na vida. Fiquei com medo, confesso! Sou casado, tenho filhos que na época eram pré-adolescentes, tinha uma vida financeira muito combalida e, aquela dinheirada toda me serviu para, principalmente, reacender o vínculo que sempre tive com minha família.

Primeiramente resgatei o prêmio, deixei aplicado na poupança. Não falei nada com minha esposa, não mudei minha rotina. Herdei do meu pai um pequeno comércio na cidade onde morava. Era um pequeno supermercado, contava com 5 funcionários e eu dava duro ali, todo dia, de segunda à segunda. E mesmo trabalhando tanto, mesmo dando meu suor e meu sangue naquele empreendimento familiar, não conseguia dar aquele salto de qualidade na vida! Dívidas, muitas dívidas e, principalmente, a violência, quase me levou embora deste plano. Tive um problema de saúde muito sério, devido ao stress, só me recuperando porque tinha o apoio da minha esposa e dos meus filhos. O dia que fui resgatar o prêmio, pensei em fechar o supermercado, dispensar todos os funcionários, pegar minha família e viajar. Mas não… fui frio, fui calculista. Anunciei, dias depois, a venda do estabelecimento. Os funcionários ficaram surpresos, mas disse à eles que não aguentava mais aquilo, e eles entenderam. Vendi até bem, acredita? Isso aconteceu uns dois meses depois que eu tinha ganho aquela bolada. Tudo acertado, empresa em nome de outro, tudo certo e, finalmente, tive que abrir o jogo com minha esposa. Ela era professora da rede estadual, também trabalhava muito, muito mesmo, para junto com seu salário e o que eu ganhava no supermercado, tocar nossas vidas.

Peguei um extrato da conta, comprei flores, fiz um jantar romântico lá em casa mesmo! Os meninos não entenderam quando ela saiu gritando com o papel na mão, chorando de alegria, enquanto eu corria atrás pedindo cuidado para os vizinhos não escutarem. Fizemos um pacto ali, naquela noite, eu e ela. Iríamos manter as aparências, não demonstrar para os outros absolutamente nada fora do normal. Vontade de comprar um BMW do ano, eu tinha. Vontade de comprar roupas caras, ela tinha. Mas mantivemos nossa vida padrão classe média-baixa durante mais alguns meses. Escolhemos que, por mínima as mudanças em nossas vidas, precisaríamos de um novo lugar para morar, uma nova cidade. Escolhemos mudar para uma cidade maior (não a capital), onde ninguém nos conhecia.

Primeiramente, ela pediu transferência para esta cidade, assim continuaria trabalhando como professora. Eu, por minha vez, fui contratado por uma empresa de grande porte. Os meninos se adaptaram bem à nova cidade, eu e esposa mais ainda. Compramos um apartamento de luxo no bairro mais nobre da cidade e, finalmente, pude comprar minha BMW que sempre sonhei. Mas mesmo assim, o medo ainda imperava, rondava nossa porta. Num bela dia, fui vítima de um assalto enquanto estava parado no sinal de trânsito. Roubaram o carro, relógio, carteira, tudo… me deixaram vivo e aterrorizado, e isso para mim mudou tudo! Tivemos novamente de rever nossos conceitos, todos! Estávamos em outra cidade, estávamos vivendo a vida que pedimos a Deus, comíamos nos melhores restaurantes, usávamos as melhores grifes, tínhamos tudo do bom e do melhor.. mas não tínhamos paz!

Vivíamos com medo! Decidimos mudar novamente. Aluguei o apartamento, comprei outro, num bairro de classe média. O BMW virou um sedã normal, com algum luxo, mas nada que se compare ao carro alemão. Nossas roupas ainda eram as de marca, mas não mais as comprávamos de forma desordenada. Passamos a viver reclusos, fingindo não ser milionários. Tínhamos aplicações financeiras, tínhamos adquiridos imóveis, tínhamos inclusive salário, agora, compatível com a vida que estávamos (novamente) vivendo. Como a empresa que trabalho é uma multinacional com filiais espalhadas pelo mundo e que paga bons salários, para os amigos ao redor, uma viagem à Europa, uma ou duas vezes por ano, não gerava boatos, muito ao contrário. Depois de muito viver esta vida, de ser até promovido por mais de duas vezes dentro da mesma empresa, hoje ocupo um cargo mais elevado e meus rendimento são bem melhores. O carro, agora, é um importado (fiz questão de comprar por leasing, para não levantar suspeitas). Minha esposa não mais trabalha como professora, mas sim numa loja que montamos num shopping e meus filhos estudam nas melhores faculdades deste país. Recentemente comprei um pequeno terreno, ainda mais no interior, e estou fazendo o meu refúgio, um sítio-fazenda, onde, junto com minha fiel esposa, iremos alcançar a melhor idade. Ricos! E escondidos de todos! Abraços para você leitor… quem sabe um dia você também ganha, hein?

Ganhador de Campinas

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